Um joelho, um ciático, um osteopata, uma fisioterapeuta, um pilates, dois tênis... e muita paciência

Antes de começar o post queria mais uma vez agradecer tantas manifestações de apoio nesse período chato e (literalmente) dolorido que é um período de lesão. Pessoalmente, aqui no blog, nas redes sociais. Muita gente sempre dando força. Valeu mesmo!

Tenho voltado a correr gradativamente. Ainda não me encontro 100% mas sinto que tenho melhorado a cada dia e hoje chutaria que estou me sentindo em mais ou menos 80% da normalidade. A fisioterapia já vinha me ajudando bastante (já foram 12 sessões) mas junto com ela decidi que iniciaria o pilates para fortalecer e alongar (já foram 11 aulas) e também consultei o fisioterapeuta osteopata (já foram duas consultas). Tudo isso tem feito a evolução ser maior. Junto disso também muito alongamento em casa e mais o Foam Roller que TANTO o Rafael Pina me falou para comprar mas eu, teimoso/esquecido/relapso, demorei para fazê-lo.

Fui voltando aos poucos, primeiro natação com algumas restrições, depois ciclismo e um bom tempo depois as corridas. Acho que devo estar pela minha sexta corrida desde o retorno e noto que, apesar de todas terem sido bem curtas, a capacidade cardiorrespiratória está boa - em função dos treinos de natação e ciclismo. As primeiras corridas ainda foram BEM doloridas, especialmente o ciático. Ao terminar a corrida a dor era forte e bastante irradiada com fisgadas de fazer querer arrancar tudo fora. A cada corrida que passa isso diminui. Essa semana em particular comecei a recuperar um pouco da confiança porque tenho conseguido correr e nadar sentindo pouco (ou em alguns casos) nada de dor. Espero que essa evolução continue por mais tempo para que eu consiga voltar a 100% da minha capacidade. Em particular, quinta e sexta foram dias de treino para me encher de esperanças.

É aquela coisa meio piegas mas verdadeira. Para quem está acostumado, e quem me conhece sabe o quanto eu gosto de treinar, ficar sem poder fazer um treino ou ter que fazê-lo sem ser na sua plenitude, é um desespero, uma angústia. Conseguir voltar a ter um pouco mais de prazer do que de dor ao correr realmente não tem preço.

Quinta tive um treino de ritmo no rolo com três estímulos de 10' em ritmo de prova. Sem que tivesse planejado, cada um acabou sendo um pouco mais rápido que o anterior, mantendo mais ou menos a mesma sensação de esforço. 

Até que o tempo colaborou para o treino no rolo
Já na sexta foram dois treinos interessantes. O de natação onde nadei todo treino sem sentir nenhum desconforto no joelho. Venho poupando um pouco o joelho na natação fazendo séries de descanso com flutuador e também sem bater com tanta intensidade a perna. Neste treino - que não foi com grande volume - tivemos a série principal de 3x (4x 50m de velocidade máxima com 1' de intervalo + 200m moderado). Entre cada série 2' de intervalo. Como dá para ver foram séries fortes e que mesmo assim o joelho sequer acusou sua existência. Junto com isso fiquei muito feliz de ter mantido praticamente os mesmos tempos o treino todo, conseguindo até melhorar nas três séries de 200m.

Coincidência ou não, em conversa com meu treinador na segunda-feira passada ele me disse que em função da lesão iremos mudar um pouco a estratégia para o Challenge. Faz um tempo que tenho a corrida como um ponto forte, porém com essa lesão isso não seria (nem será) possível. A ideia então é focar na natação e no ciclismo e fazer a corrida da forma como der. O que eu conseguir na corrida é lucro. Parece que meu corpo já virou a chave, assimilou isso e está fazendo o que tem que ser feito.

Por fim, ainda na sexta corri 30' em um sol escaldante do meio-dia. Foi uma corrida um pouco mais forte do que deveria mas estava sozinho e acabei tendo dificuldade em me manter em um ritmo tão solto. Estava me sentindo bastante bem e com o menor dos desconfortos que senti até agora em relação à lesão. Talvez pela primeira vez eu posso dizer que senti mais um desconforto do que dor. Ao final, o ciático incomodou um pouco mas BEM menos do que anteriormente e por muito menos tempo.

Em termos de tênis já vinha usando um Saucony como falei no post anterior e agora, depois de ouvir umas boas recomendações, comprei também um Spira Stinger 3. O "famoso" tênis das molas. Depois de muitas conversas com minha fisioterapeuta e meu osteopata - e seguindo algo que eu já tinha em mente - tenho optado por tênis SEMPRE para pisada neutra. Não vou deixar a cargo do tênis algum possível problema de pisada que eu tenho (apesar que no teste com o osteopata minha pisada deu basicamente neutra). Estou aproveitando essa renovação nos "pisantes" para testar estes novos tênis, mais leves e um pouco diferentes do que eu estava acostumado. Por enquanto os resultados têm sido positivos.
Spira Stinger 3
O resumo de tudo é (e eu espero que siga assim) que estou voltando. Com paciência, apoio da esposa, amigos, família e profissionais estou voltando.

Comentários

  1. Sei bem como é essa fase de lesão. Tive uma fasceíte, e depois ema síndroma da banda iliotibial e depois uma inflamação no quadril... ufa!!! Sempre correndo com dor, foram meses intermináveis.
    Foram os vário apoios que me ajudaram muito! Correr sem dor não tem preço!
    Se cuida!

    Ivana
    statusnacorreria.blogspot.com

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    1. Bah Ivana! Tu me ganhou hein! Kkkk
      É bem isso... ainda não tô correndo sem dor mas já estou quase lá. Acho que em breve fico 100%. #oremos. Kkkk
      Valeu, obrigado! Bjs

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  2. Cara... q post positivo! Muito bom!
    Japonês q se cuide!! hahah
    Vlw! :)

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    1. Valeu meu amigo Ricardo! Acho que agora vai! Não sei par aonde mas vai! Kkkk
      Abração!

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