Limites, saúde, cobranças... e avós

Impressionante como as coisas vão mudando ao longo das nossas vidas. Hoje, com quase 40 anos, vejo que faço muitas coisas que outrora eu disse que nunca faria. Isso se aplica à alimentação, esportes, hábitos em geral. Tudo. Quando somos novos e nossos avós nos falam "já fomos jovens e sabemos como são as coisas" normalmente tendemos a não levar a sério. No fundo pensamos que nossos avós sempre foram adultos e/ou idosos. 

Quanto mais velho a gente vai ficando mais vamos nos identificando com os pais e os avós. Mais do que nunca passamos a dar razão a eles e vemos que hoje temos uma visão das coisas muito mais próxima da deles do que às nossas de antigamente. Pensamentos e visões que se renovaram sem que a gente se desse conta do momento exato. 

Feito o introito, o post trata de outra "metamorfose". No longínquo ano de 2008 quando comecei a dar minhas trotadas qual era a ideia? Emagrecer, deixar o sedentarismo de lado. Aos poucos veio a busca por melhorar e bater alguns dos meus próprios "recordes". Com o tempo isso passa a permear nossos pensamentos de maneira mais constante. Em 2012 quando entrei no triathlon esse processo do aprendizado praticamente recomeçou. Como nunca tinha feito triathlon na vida, tudo era novo. No início o objetivo era sempre concluir o desafio do dia. Aos poucos os treinos ganham forma, o treinador passa a te conhecer, novas provas aparecem, a vontade de superar os próprios limites aumenta. Nesse momento uma chave é virada. Tudo não se resume mais à saúde e ao fim do sedentarismo. Agora tudo se resuma a limites. O vício em tentar superar e impor novos limites surge. Cada boa prova é comemorada grandiosamente. Cada prova que não sai como o esperado é analisada cuidadosamente para que aquilo que não deu certo não volte a acontecer. E assim vamos nos moldando na forma de um atleta amador e não mais um esportista que visa somente a recreação. 

Para um cara que, como eu, não teve histórico esportivo na infância/juventude e nas poucas vezes que tinha chance de competir no colégio ficava de fora por me achar estranho naquele clima competitivo isso tudo é um mundo diferente. Todo esse processo desperta basicamente dois sentimentos. O bom, que é o que nos move a cada treino. É o que nos faz querer melhorar a cada dia. E o ruim que é saber que nem sempre conseguiremos e que muitas vezes sentiremos dor ao tentar superar. Isso faz parte do todo e talvez aí resida o motivo da desistência de tanta gente. 

Dito isto tudo. Só eu sei onde quero chegar e o quão duro é o caminho até lá. Mas também só eu sei se posso ou não chegar. Só eu sei. 


Chegada do Ironman 70.3 Brasília. Um dos poucos momentos que consegui efetivamente correr. :-)

Comentários

  1. Só tu sabe mesmo... mas pode crer que eu tenho a certeza que tu pode ! Manda bala cara, soca a bota e vamo firme pra 31 de maio que já tô numa fissura desgraçada aqui também....

    Vem pro longo da fetrisc dia 26 ?

    Abraço
    Abraços

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    1. Valeu Pina. Obrigado pelas palavras de sempre! Também tô numa fissura lascada por essa data! Kkkkk
      Cara... não vou não. Esse ano tá bem corrido já e nem tenho ido para Floripa. Só vou no Iron mesmo. Ano que vem sou capaz de fazer isso aí! Não devo fazer o Iron.
      Abração!

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  2. É meu amigo, isso se chama viver e se aplica ao esporte , vida trabalho, relacionamentos! A cada dia a busca de ser melhor, pessoa melhor, funcionário melhor, parceiro (a) melhor, amigo (a) melhor e também um atleta melhor! As vezes a gente consegue isso rápido, as vezes devagar... As vezes vai demoraarrr muuuuito, mas no fim o que fica mesmo é o aprendizado nesse caminho! E como vc bem disse , a gente acaba percebndo isso as vezes só quando somos avós! :)

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    1. Isso aí Maria... nem sempre o aprendizado vem quando a gente gostaria que ele viesse. Mas o mais importante de tudo é que em algum momento ele venha!
      Vamos que vamos que tá quase!
      Bjs

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  3. Oi Milton, o grande dia está quase aí. Pode parecer fácil para quem não treina, mas para mim é muita coisa só em coordenar tanta modalidade esportiva e ainda mais num nível tão forte. Desejo realmente que o IM seja incrível. Vou lá torcer por vocês.
    abração,
    Helena
    Blog Correndo de bem com a vida

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    1. Oi Helena! Exatamente isso! Nem sempre é fácil mas quando a gente quer a gente dá um jeito né!?
      Muito obrigado pela torcida! Vai ser um prazer te conhecer lá e ter a tua torcida!
      Abração!

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  4. Desistir não é uma opção para nós meu amigo.

    De onde estamos é só pra frente, mesmo que as vezes é preciso ir mais devagar para progredir, desistir nunca...

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    1. Acho que a gente aprende com as dificuldades a não desistir, Fábio! desistir jamais!
      Abraço!

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