Quando já não é mais o primeiro...

Como já se sabe, o Ironman Florianópolis 2015 será o meu segundo. O primeiro foi em 2013 onde debutei na distância, na verdade sendo minha primeira prova longa, pois ainda não havia feito uma prova em distância de meio Ironman. 

Quando a gente vai para uma primeira prova, especialmente longa, a ideia principal que temos é terminar. Com a menor dose possível de sofrimento apenas terminar. Claro que é impossível ficar 100% sem pensar em tempo. Sempre pensamos um pouco mas a ideia é afastar isso da mente para que o primeiro objetivo seja cumprido. 

Em 2013 foi isso que fiz. Excessão feita ao início muito tumultuado da natação e os últimos (e extremamente sofridos) quilômetros da corrida, o resto da prova foi feito dentro de um ritmo seguro e "confortável". Muito mais do que tentar algo melhor do que eu poderia minha primeira ideia era curtir aquele dia fazendo uma prova quase constante de ponta a ponta. Saiu tudo conforme o planejado e as 11hs de prova foram na medida certa para mim na ocasião.

Chegou 2015 e agora a pergunta que mais fica na minha cabeça é: "Até onde posso ir em cada modalidade para que eu não ultrapasse o meu limite perca muito o rendimento no restante da prova?". Sem dúvidas é a parte que mais tenho pensado e tentado receber a resposta do meu corpo. Até onde posso ir para chegar no meu limite, porém nem mais nem menos. Meu treinador já conversou (e conversa) comigo sobre isso e de que chegaremos na prova com uma base para tentar ter essas respostas.


O desejo em 31 de maio de 2015
Não tenho a menor dúvida que, apesar dos longos e cansativos treinos, essa é uma prova especial. O dia da prova é fantástico, são tantos os fatores motivadores que fica até difícil explicar. Conseguir terminar conforme o planejado uma prova dessas é algo muito especial, pois mais do que nunca uma prova longa envolve inúmeros fatores que podem fazer com que nem tudo saia conforme os planos iniciais. Nesse momento é que cabe ao atleta ser capaz de refazer seus planos sem se deixar abalar. Talvez nesse ponto o meu Ironman 70.3 de Brasília tenha deixado o seu maior legado. Após um início de corrida "estranho" logo o ritmo caiu absurdamente e vi que não teria pernas para fazer algo nem perto do que eu havia planejado. Entretanto consegui mudar meus planos, desacelerar a corrida, não desistir (apesar da vontade ter sido grande) e no final da prova conseguir voltar a um ritmo mais próximo do que eu tinha planejado inicialmente. A corrida não foi o que eu tinha em mente mas isso me fez utilizar uma das habilidades mais importantes para atletas de endurance. Saber "ler" a prova e adaptar-se às situações adversas que, invariavelmente, vão aparecer. Como me disse meu treinador, consegui terminar a prova com o corpo e a cabeça melhor do que quando comecei a correr e isso por si só já é algo muito importante para aquela e para outras provas.


Sofrendo... quebrado... 
Voltando a sorrir... e a correr... 
Agora nessa reta final de treinos então fica essa grande missão. Terminar de treinar o corpo mas acima de tudo concluir o treinamento da mente. Um Ironman mais do que nunca se termina muito mais com a cabeça do que com as pernas. Por mais que isso possa soar piegas é a mais pura verdade. Neste tempo que tenho de triathlon e algumas provas longas já aprendi essa lição. Quando o corpo estiver implorando para parar, se a cabeça quiser continuar ainda dá para ir além. Mais um pouco até aquele pórtico de chegada que tanto sonhamos a cada treino que realizamos. 

Bons treinos pessoal! 

Comentários

  1. Retroceder nunca, render-se jamais.

    Diminuir o ritmo pode, desistir não rs. Pois se ficar mentalizando que quer parar, vc vai parar. mas se a cabeça mandar, vc vai com dor, com fome, com tudo até o fim.

    Bons treinos amigo, está chegando a hora, agora é só polir.

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    Respostas
    1. Com certeza Fábio. A cabeça é que manda sempre.
      Abração. Tá chegando!

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