Ironman 70.3 Alagoas - o ciclo do retorno

Bom, depois de alguns posts menos "importantes" vou falar um pouco do ciclo que fiz para prova do dia 6 de agosto próximo, o Ironman 70.3 Maceió. 

Para quem me conhece e acompanha sabe que entre janeiro e março desse ano eu parei completamente com os treinos por opção de dedicação exclusiva à família em um momento transitório e de grande mudança na minha rotina e horários.

Em março retomei os treinos e em seguida mudei - por questões logísticas - de equipe, passando a treinar com a Peaks do Brasil. Como está neste post, minha rotina de horários mudou bastante e o lado positivo disso é que consegui um pouco mais de horas para treinar durante a semana. 

Depois de um período de adaptação e retorno aos treinos que é sempre sofrido quando a parada é total, aos poucos fui retomando um mínimo de condicionamento. Isso ocorreu nos meses de março e abril. Em maio já estava me sentindo melhor e a partir da metade deste mês começou o ciclo de doze semanas para a prova de Maceió. 

Posso dizer sem sombra de dúvidas que foi um ciclo extremamente produtivo e que, creio eu cheguei na minha melhor forma desde que comecei no triathlon. 

Final de um treino solitário capturado pelo "Foto na Graciosa"

Começando pela parte ruim, ou como o politicamente correto agora costuma falar, os pontos de melhoria:

- Ainda não consegui encaixar na minha rotina de treinos as sessões de fortalecimento e tenho sentido muito a falta de força em treinos importantes. Sinto que o coração ainda tem lenha para queimar mas a força não acomapanha;

- Infelizmente no pico dos treinos peguei uma gripe forte que me derrubou completamente por uma semana. Perdi um pouco do condicionamento mas consegui retomar a tempo de não comprometer a prova. Pelo menos eu creio nisso; :-)

- Acabei descuidando um pouco da alimentação no final do ciclo e ganhei um pouco de gordura quando não deveria. Não foi nada de absurdo mas serviu de lição para os próximos ciclos; 

- Meu tempo de descanso (seja noturno ou diurno) não é o que deveria ser e isso fica fácil entender quando se sabe que tenho um filho de um ano. 

Agora a parte boa. Foram vários treinos de todas as modalidades. Em geral nadando pelo menos 12000m na semana, o que para mim é bastante, e vendo algumas correções no meu nado senti que estou nadando como já nadei outrora. Agora é tentar colocar isso em prática no mar que é, sem dúvida, um "outro esporte". 

Em termos de ciclismo fiz praticamente todos os treinos na rua, o que me dá muito mais prazer e motivação do que indoor. O clima judiou um pouco nesse ciclo, pois foi uma boa parte deles no inverno de Curitiba. Entretanto não posso reclamar já que hoje posso sair para pedalar durante a semana por volta de 9hs da manhã e também tem sido um inverno relativamente seco. Ainda assim finais de semana quando saio por volta das 6hs da manhã realmente é algo complicado nessa terra. Mas os treinos encaixaram e foram sempre trabalhando com as faixas de potência propostas. Ao final do ciclo um tradicional treino solitário até a Colônia Witmarsum como gosto de fazer. 

O bólido descansando enquanto eu comia uma torda de banana em Witmarsum

A corrida com certeza era a que mais me preocupava em relação ao aumento de volume já que é onde costumo me lesionar, porém dessa vez o ciclo todo sem dores (a não ser as "normais" das duras sessões de intensidade) ou lesões e espero chegar assim em Maceió daqui alguns dias. 

Hoje pela possibilidade que tenho de horários de treino, como falei acima, creio que estou na minha melhor forma física desde que comecei no triathlon, mesmo sentindo uma falta de força que me fará tentar mais uma vez encaixar os treinos de fortalecimento ainda nesse ano. 

Final de um treino e o "Foto na Graciosa" capturou uma limpeza de são inesperada :-)

Lá se vai mais de um ano sem competir (última foi o Ironman Florianópolis 2016) e isso gera ao mesmo tempo uma grande vontade mas também aumenta um pouco a ansiedade. Por ser em um local totalmente desconhecido isso tudo é potencializado. De qualquer maneira é uma das provas que estou mais confiante para fazer. Não pelo resultado em si - afinal nunca sabemos o que pode ocorrer - mas por saber que eu fiz um ciclo de treino muito consistente e com uma grande dedicação. Aquela velha máxima: "o que tinha que ter treinado foi treinado".

Início do ciclo
Meio do ciclo, com a semana da gripe e suas BELAS 4hs de treino na semana
Final do ciclo, descontada a semana da prova e a atual (penúltima)

E que venha Maceió, que venha o retorno às provas. 

Conto com a torcida de todos! ;-)

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